sábado, 19 de setembro de 2015

Todos a bordo do Avião-Foguete!

- "Senhores passageiros, sejam bem vindos ao nosso vôo!" - dizia o Piloto, usando o alto-falante invisível do Avião-Foguete, e continuava: "Nessa viagem, iremos sobrevoar a nossa estratosfera e, em seguida, partiremos para a lua. Depois chegaremos perto do sol e então retornaremos para o planeta Terra."

Para os olhos comuns, éramos apenas algumas crianças sentadas numa escada estreita, com menos de 10 degraus, que dava acesso a um patamar e se bifurcava em dois pequenos lances superiores de escada, na direção de dois apartamentos no primeiro andar do Edifício Porto Calvo. Mas, para os primos participantes, era mais uma incrível aventura a bordo do avião-foguete.

César era o piloto, como de costume. Ele permitia a entrada dos passageiros – eu, Lalá, Léo, Paulinho, Andréa e Alane, Mônica e Patrícia (quando estavam em Maceió) e até Celinha, Dudu e Maninho participavam da brincadeira – para o interior da aeronave e pedia para que sentassem e afivelassem os cintos. Cada degrau era um acento para os passageiros e o primeiro degrau, ou melhor, a cabine do piloto ficava de frente para o portão de ferro, onde uma abertura dava aos passageiros a visão do exterior da aeronave.

Estando todos prontos, o Comandante César iniciava a viagem e descrevia todos os trechos que estávamos sobrevoando. E, quando necessário, avisava sobre áreas de turbulências, quando então passava as instruções de segurança cabíveis.

- "Senhores passageiros, aqui quem fala é o Comandante. Como estamos nos aproximando do sol, por favor, vistam seus casacos de gelo". - Como éramos passageiros obedientes, fazíamos os gestos e vestíamos os casacos de gelo imaginários.

Ao final da viagem, ele avisava que o avião-foguete iria aterrissar e pedia para afivelarmos os cintos novamente. Depois de estacionado no pátio, o comandante agradecia a escolha da empresa e liberava o desembarque.

Daí saíamos da escadaria e íamos contar para nossos pais e também para Vó Tita, Vô Carminho e Tia Marly sobre a nossa mais recente viagem a bordo do avião-foguete. Claro, depois de outras muitas brincadeiras!

O Avião-Foguete foi palco de muitas lembranças da nossa infância. Dizem os Psicólogos que todos nós, mesmo adultos, continuamos a ser as crianças que costumávamos ser. Não foi à toa que César se formou em Ciências Aeronáuticas e eu continuo apreciando muito minha vida como passageira frequente de aeronaves!

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