terça-feira, 1 de julho de 2014

Confusão de bagagens

Quando a porta do avião foi aberta, os passageiros já estavam quase todos em pé, no corredor, segurando seus pertences, prontos para desembarcar. Pouco a pouco os passageiros passaram pela porta dianteira, atravessaram o finger, chegaram ao corredor de acesso à escada rolante, por esta desceram e finalmente chegaram à área de desembarque. Alguns passageiros foram direto para a saída, pois não haviam despachado suas bagagens. Os demais pegaram carrinhos e se posicionaram ao longo da esteira para aguardá-las.

A esteira começou a se mover e, depois de alguns segundos, foi iniciado o desfile de malas. Aparecem então malas de todos os tipos: grandes, pequenas, muito grandes, algumas em cores chamativas como vermelho e laranja, mas a maioria preta. Olhos atentos para identificar a própria bagagem e, enfim, poder passar pelo portão de desembarque.

Passados alguns minutos, Luís ainda estava em frente à esteira junto com os poucos passageiros que ainda aguardavam suas bagagens. O último carregamento de bagagens foi então liberado na esteira e os passageiros puderam finalmente deixar o aeroporto. Isto é: todos, menos Luís.

Quando Luís se deu conta, ele estava sozinho em frente à esteira, por onde desfilava apenas uma bagagem, que ele sabia não era a dele."Ah, não acredito!" - pensou Luís enquanto procurava o serviço de atendimento do aeroporto para relatar o ocorrido e tentar reaver sua bagagem o mais rápido possível. Mas ele sabia que iria demorar.

Mais de uma hora havia se passado desde que seu voo aterrissou naquele aeroporto, quando Luís finalmente saiu do aeroporto e entrou no táxi para ir para o hotel. Mas, infelizmente, não levava sua bagagem ainda - havia recebido um kit com acessórios básicos de higiene para usar enquanto a empresa aérea providenciava o contato com a senhora que havia confundido as bagagens e havia levado a de Luís por engano.

No dia seguinte, pela manhã, Luís finalmente recebeu sua bagagem, que foi entregue pela empresa aérea no hotel onde estava hospedado. Luís olhou, respirou fundo, e se sentiu aliviado por receber seus pertences de volta. Sua mala preta era um pouco parecida com a da senhora que a havia levado, mesmo sendo quase cinco quilos mais pesada e estando lacrada com um cadeado próprio para bagagens.

Após o tempo de estadia, Luís retornou à sua cidade de origem e, desembarcando no aeroporto, ainda mais atento à esteira, recolheu rapidamente sua bagagem, que foi a primeira a aparecer no desfile. Depois daquele ocorrido, para evitar outra confusão de bagagens, Luís providenciou uma nova mala - dessa vez, de cor vermelha, onde ele marcou suas iniciais em letras garrafais gigantes com pincel atômico preto. Nunca mais sua mala foi confundida.

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